sábado, 9 de março de 2013

A família, o cliché do despedimento do CEO

“Após quatro anos e meio intensos e maravilhosos como CEO do Groupon, decidi passar mais tempo com minha família. Estou a brincar - fui demitido hoje” assim começava a cara de despedida de Andrew Mason, CEO do Groupon, que segue as pisadas de Steve Jobs que também foi despedido da empresa que fundara a Apple. Andrew Mason brincava com a desculpa cliché – “estar mais tempo com a família” usada na saída de executivos das empresas, nos últimos anos.
Na sua carta Andrew Mason assume a responsabilidade pelos erros cometidos. “Como CEO, sou o responsável”. Numa cópia da sua carta que circula com os comentários de Marc Andreessen e Ben Horowitz, de uma empresa de venture capital, estes dizem: “não é o CEO que faz tudo, mas é sempre o CEO que falha”.
Andrew Mason aproveita também para dar espaço de mobilização e de esperança ao seu sucessor tentando levantar o moral dos trabalhadores do Groupon. Escreveu: “estão a fazer coisas fantásticas no Groupon, e merecem que o mundo vos dê uma segunda oportunidade. Um novo CEO irá garantir-vos essa segunda oportunidade. A administração está alinhada com estratégia que partilhamos durante os últimos meses, e eu nunca vos vi, como agora, a trabalhar juntos tão eficientemente como empresa global - é hora de dar ao Groupon uma válvula de escape ao ruído da opinião pública”. E terminava com um hino ao foco no cliente e sobre o valor da intuição: “O meu maior arrependimento foi ter deixado que os dados substituíssem a minha intuição sobre o que seria melhor para o cliente”.