quinta-feira, 6 de junho de 2013

O deve e o como

É mais importante fazer a coisa que deve ser feita do que fazer as coisas como devem ser feitas

Peter Drucker

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Mais dez mil empresas como as melhores

"Hoje temos pouca indústria, muito pouca indústria com serviços e tecnologia incorporados. O futuro passa por aí. Sectores tradicionais têm um potencial de crescimento de 1, 2 ou 3% ao ano e mais pelo valor do que pela quantidade.

Temos insuficiências. Baixas qualificações, ligações precárias entre a investigação e a aplicação, não sabemos desenhar os sistemas de incentivos. Não conseguimos fechar o círculo. Será um problema de cultura? Certo é que há falta de novas empresas na área das novas tecnologias. Por isso acho que é importante atrair investimento estrangeiro. Não temos uma classe empresarial, em termos de massa crítica, suficiente para induzir um crescimento significativo. Precisávamos de mais dez mil empresas como as melhores que já temos".
Alberto Castro, professor da Universidade Católica do Porto num inquérito feito pelo jornal Público sobre a reindustrialização de Portugal

Convite

Convido-vos a vir conhecer o meu recente livro.



segunda-feira, 3 de junho de 2013

EUA: As 10 marcas que vão desaparecer em 2014

O site http://247wallst.com/ publica todos os anos a lista das marcas que podem desaparecer no ano seguinte no artigo Ten Brands That Will Disappear in 2014Recentemente fez a listas das marcas que desaparecerão do mercado dos Estados Unidos em 2014. No artigo refere-se que esta este ano a lista reflecte  a competitividade intensa que afecta grande parte das indústrias e a importância de não descurar a eficiência, a inovação e o financiamento. Os principais critérios para elaborar a lista são o declínio das vendas e os prejuízos, possibilidade de a empresa abandonar o negócio, aumento de custos que não poderão ser repercutidos, as empresas podem ser vendidas, estar à beira da falência, perda de grande parte dos clientes e ameaças de rivais com capacidade para devorar quotas de mercado. No entanto, como dizia alguém, o problema das previsões é que elas podem falhar.
Este ano a lista é composta por 1. J.C. Penney; 2. Nook; 3. Martha Stewart Living Magazine; 4. LivingSocial, 5. Volvo 6. Olympus 7. WNBA; 8. Leap Wireless; 9. Mitsubishi Motors; 10. Road & Track.
Para ler: Ten Brands That Will Disappear in 2014 - 24/7 Wall St. http://247wallst.com/2013/05/23/ten-brands-that-will-disappear-in-2014/#ixzz2VBB7yszF

Gestor: aprendiz de tudo, mestre de nada

Richard Barker, que foi director de MBA da Cambridge University, definiu o gestor como “pau para toda a obra” ou, seguindo o ditado espanhol, “aprendiz de tudo, mestre de nada”, referindo que a função do “gestor é geral, variável e indefinível”. O gestor António Horta Osório diz numa carta a um jovem gestor que “a gestão não é uma ciência, nem uma arte, é um exercício inteligente e sensato de tomadas de decisão, sempre com informação incompleta (ao contrário dos exames na universidade), que terás de fazer ao percorrer o teu próprio caminho, e em que chegarás mais longe se te esforçares mais e se estiveres sempre mais bem preparado”.

Rui Vilar elaborou para as aulas de gestão a seguinte definição: “organização, condução e controlo do processo combinatório de um dado conjunto de meios (humanos, físicos, financeiros e intangíveis) para produzir bens ou serviços, de acordo com certos objectivos e visando determinados fins, num enquadramento evolutivo e mutável”. Mas como diz Belmiro de Azevedo, “a gestão nada tem de misterioso. É uma arte simples, que se reduz a bom senso, mais, boa formação, mais, boa informação. Mas, sobretudo, o que conta é o bom senso”.

Muitas destas citações, provérbios, expressões obedecem ao primado da experiência e surgem como reflexões práticas da gestão e da administração das empresas e das organizações. O seu principal valor é pois o do exemplo. Mas também emergem como expressões conceptuais que têm a sua origem no crescente caudal de conhecimentos das disciplinas científicas da gestão. Por outro lado, pressente se a ideia do “empresário como factor de produção”, que se reuniria aos comuns factores de produção do capital e do trabalho. E muitas delas andam em volta da canónica definição de gestor da Shell, em que as qualidades exigidas eram o poder de análise, imaginação, sentido da realidade, visão de helicóptero e liderança.
Para Gary Hamel, “o sistema de gestão – que abrange uma variedade de análises, orçamentação do capital, gestão de projectos, compensações por desempenho, planeamento estratégico e outros temas – entra na classe das grandes invenções da humanidade – ao mesmo nível do fogo, da escrita e da democracia”. Mas neste conjunto de citações entrase mais no corpo do gestor e do empresário do que na arte e ciência da gestão e traduzse também a forma como as condições de exercício da gestão têm mudado significativamente nos últimos anos.


Como explicava recentemente o empresário Alexandre Soares dos Santos, “o que se exige hoje a um administrador não é comparável ao que se exigia há 25 anos. Um quadro sénior tem de trabalhar sete dias por semana, ter sempre o telemóvel ligado e, se houver um problema, tem de se meter num avião. A globalização implica ir a todos os lados do globo, a sítios onde os turistas não põem os pés, para comprar os melhores produtos”.

domingo, 2 de junho de 2013

Peritos e empresários


Não tenho nenhuma confiança nas decisões dos políticos ou dos especialistas em planeamento quando procuram identificar o que os empresários devem fazer ou quais devem ser as prioridades sectoriais. As economias mudam e muito depressa, não ficam à espera do tempo de reflexão dos peritos e menos ainda ficam presas à satisfação dos interesses que se formaram em fases anteriores da evolução da economia. As apostas estratégicas são feitas por quem tem talento empresarial e o que conta é que os centros de racionalidade empresarial possam ter uma localização nacional, possam definir as condições em que se faz a aplicação de capitais.

Jose Manuel de Mello

sábado, 1 de junho de 2013

Negócios e diversão

As ideias criativas florescem melhor num lugar que preserva o espírito de divertimento. Ninguém está nos negócios por diversão, mas isto não significa que não possa haver diversão nos negócios.
Leo Burnett, publicitário
Não é que eu queira o dinheiro por si mesmo. Trabalho mais pela diversão em ganhá-lo e vê-lo crescer.

Warren Buffet, empresário