sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vale mais a sorte que o talento


É muito mais importante ter sorte do que ter talento. Talento há muitos que têm, sorte nem por isso.
Miguel Pais do Amaral

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Os empresários não se reformam


Há lutas de sucessão, há guerra pelo poder e há impérios empresariais que se esboroam, pequenos negócios que se dissolvem no pasmo dos dias, tudo porque muitas vezes os empresários querem estar nas empresas até ao fim, como se fossem os capitães de um navio e preferissem afundar-se do que salvar alguma coisa. Mas a maior parte das vezes tem a ver com o facto de não conseguirem deixar de fazer

Quando os empresários diziam, como Nelson Quintas, “só me retiro dois anos depois de morrer”, ou José Manuel de Mello, “um empresário não tem reforma”, ou ainda Ingvar Kamprad, da Ikea, “ainda tenho muito trabalho pendente; não tenho tempo para morrer”, não estamos no domínio da jactância mas em pleno campo das motivações e do espírito empresarial. Como, de resto, já Schumpeter tinha intuído quando referiu que “A experiência ensina, todavia, que os empresários típicos se retiram da arena apenas quando e porque sua força está gasta e não se sentem mais à altura de sua tarefa”. Para este economista, a “profissão empresário” não era uma condição duradoura pois este não transferia a técnica para os herdeiros. Estes poderão herdar os activos e as qualidades pessoais mas “a função do empresário em si mesma não pode ser herdada”. E este é um dos principais dramas que marca as sagas empresariais de todos os tempos.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

DIXIT Liderar para ganhar


“Não existe um segredo /para ganhar/. Existem métodos. Digamos que tentei aplicar métodos que pensei serem os adequados. Tentei durante toda a minha carreira ser um animador, um chefe de orquestra. Umas vezes médico, umas vezes bombeiro, umas vezes ditador, em função das situações. Uma pessoa não gere sempre da mesma maneira. Portanto, como tenho de comandar seiscentas pessoas, tenho de ter seiscentas maneiras diferentes de lidar com elas”
Jean Todt, então director desportivo da Ferrari, actual  presidente da FIA

terça-feira, 9 de abril de 2013

DIXIT O amor ao dinheiro segundo Al Pacino


“Há uma grande diferença entre ter êxito e ser famoso. É o que diz própria Bíblia. Nesta não se afirma que o dinheiro seja raiz de todo o mal. O que diz a Bíblia é que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.
Al Pacino, El Pais Revista, 31 de março de 2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A Crise do BNU anos Anos 30 em livro (c vídeo)



Algumas frases escritas ao tempo sobre a crise do Banco Nacional Ultramarino que descrevo no livro À Minha Maneira- Como Salazar Resolveu o Grande Escândalo do Estado Novo, editado pelas Matéria-Prima, e que como escreveu o historiador Jaime Reis, o BNU poderia ser, potencialmente, em 1931 “o maior risco para a estabilidade das outras instituições financeiras”.
“Sou obrigado a declarar em nome do lugar, da minha inteligência e até da minha honestidade pessoal que isto não pode continuar assim” Carta de 20 de agosto de 1931 o ministro das Finanças, António de Oliveira de Salazar, ao seu homólogo das Colónias, Armindo Monteiro, referindo-se à operação de resgate do Banco Nacional Ultramarino que se iniciara em Fevereiro de 1931.
“Um banco muito vasto nos seus negócios e organização pode, em momento de crise, constituir um grave problema”, Armindo Monteiro, então ministro das Colónias.
O administrador do Banco de Portugal, Henrique Missa, chegou a dizer em Conselho Geral em 1931 que considerava “tão graves e apavorantes para a economia do país as consequências que resultariam da falta de apoio ao BNU que hesitaria em emitir voto no caso de esse auxílio depender unicamente do Banco de Portugal”.

http://www.jornaldenegocios.pt/especiais/weekend/detalhe/2013_04_05_os_livros_de_fernando_sobral.html

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Executivo radical


Um quadro sénior tem de trabalhar sete dias por semana, ter sempre o telemóvel ligado e se houver um problema tem de se meter num avião. A globalização implica ir a todos os lados do globo, a sítios onde os turistas não põem os pés, para comprar os melhores produtos.
Alexandre Soares dos Santos

terça-feira, 2 de abril de 2013

Decidir dá muito trabalho


Quando temos cinco pessoas apostados no projecto há duas maneiras de por em prática uma decisão. Uma é impor e vai ser uma pessoa a puxar por esse projecto e as outras quatro com dúvidas e mesmo contra. Ou então tentar que haja um consenso alargado e que todos acreditem e ir mudando o projecto para enquadrar a opinião das outras pessoas. Dá muito mais trabalho, não está muito no hábito português mas é fundamental.
Fernando Martorell