sexta-feira, 22 de maio de 2015

5 linhas estratégicas do Grupo CaixaBank

O Grupo CaixaBank, que lançou recentemente uma OPA sobre o BPI, definiu a sua estratégia para o período 2015-2018 com base em cinco grandes pontos:
1. Foco no cliente: ser o melhor banco em qualidade e reputação;
2. Atingir uma rentabilidade recorrente acima do custo de capital;
3. Gerir activamente o capital;
4. Liderar a digitalização da banca
5. Contar com os recursos humanos mais bem preparados e dinâmicos da banca
Estas linhas estratégicas baseiam-se num leitura do contexto de negócio assente na previsível recuperação económica, em taxas de juros baixas, na revolução digital, numa procura em mutação e na crescente pressão regulatória. Esta vai aumentar o custo da compliance, penaliza a complexidade e favorece a solvência e a liquidez o que leva a uma banca simples com solidez financeira.


terça-feira, 19 de maio de 2015

A intuição em Américo Amorim

Em Outubro de 2006 Américo Amorim recebeu o prémio Empreendedor da Escola de Gestão do Porto (EGP), que hoje é a Business Porto School. Nessa sessão falou sobretudo da sua forma de fazer negócios que assenta em dois pressupostos, a que ele chamou intuição e visão estratégica. Como disso então há plateia: “há coisas que nós fazemos por ‘feeling’ e eu sou muito assim”. Mas esta sua intuição não deixa de ser cruzada pelo acesso à informação: “Eu leio muito, acompanho sempre as estatísticas, porque vivemos num mundo em que podemos ter acesso a toda a informação que quisermos”. Mas a sua capacidade empresarial está mais ligada à sua capacidade de interpretar a informação recebida e recolhida. Estas suas afirmações levam a pensar sobre a forma e o timing como sai de determinados negócios. Vendeu a Amorim Imobiliária à Chamartín por 500 milhões em 2006, pouco antes da crise financeira, e entrou na Galp Energia em 2005, negócio que se pode revelar um verdadeiro jackpot.




Fonte Germano Oliveira, “Américo Amorim influenciado pela intuição na compra da Galp”, Jornal de Negócios, 20 Outubro 2006

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sucesso pessoal

Estão cheias as livrarias de todo o mundo de livros que ensinam a vencer. Muitos deles contêm indicações interessantes, por vezes aproveitáveis. Quase todos se reportam particularmente ao êxito material, o que é explicável, pois é esse o que supremamente interessa à grande maioria dos homens.

A ciência de vencer é contudo, facílima de expor; em aplicá-la, ou não, é que esta o segredo do êxito ou a explicação de falta dele.

Para vencer - material ou imaterialmente - três coisas definíveis são precisas: saber trabalhar, aproveitar oportunidades, e criar relações. O resto pertence ao elemento indefinível, mas real, a que, à falta de melhor nome, se chama de sorte.

Não é o trabalho, mas o saber trabalhar que é o segredo do êxito no trabalho; saber trabalhar quer dizer: não fazer um esforço inútil, persistir no esforço até ao fim, e saber reconstruir uma orientação quando se verificou que ela era, ou se tornou, errada.

Aproveitar oportunidades quer dizer não só não as perder, mas também achá-las.

Criar relações tem dois sentidos - um para a vida material, outro para a vida mental. Na vida material a expressão tem o seu sentido directo. Na vida mental significa criar cultura. A história não regista um grande triunfador material isolado, nem um grande triunfador mental inculto. Da simples “vontade” vivem só os pequenos comerciantes; da simples “inspiração” vivem só os pequenos poetas. A lei é uma para todos.

Nota

Foi publicado na Revista de Comércio e Contabilidade, nº5, 25 de Maio de 1926. Em 10 de Junho de 1919 escreveu a Hector Durville, que se intitulava professor na Escola Prática de Magnetismo e Massagem, pedindo-lhe informações sobre os cursos de magnetismo pessoal por correspondência. Na carta diz que pretende desenvolver o seu magnetismo pessoal e queixa-se da sua falta de assertividade. 


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Os milionários segundo Fernando Pessoa

Os milionários, e sobretudo os milionários americanos, que são popularmente os típicos, não gozam, em geral, de uma celebridade entusiástica. Do género de consideração que recebem dos que lhes são alheios, é exemplo cómico aquela frase com que Chesterton abre um dos seus contos: «Quer-me parecer que há uma centena de novelas policiárias que começam com a descoberta de que foi assassinado um milionário americano, acontecimento que, por qualquer motivo, é tido como uma espécie de desgraça».

Esta falta de afeição pública é derivada, na sua quase totalidade, da normal inveja humana a quem é muito rico, ou muito poderoso, ou muito inteligente. A inveja, porém, decresce, porque se, altera com a admiração, na proporção em que o invejante tem consciência da impossibilidade de atingir a situação do invejado. É difícil o homem qualquer supor-se capaz de uma celebridade ou, posição que assente na superioridade intelectual; pode, é certo, negar essa superioridade intelectual, mas então o que inveja não é já inteligência que nega, mas a posição ou celebridade, que não pode negar. É mais fácil, mas ainda difícil, supor-se um qualquer capaz de uma celebridade de poder; embora atribua a conquista desse poder a qualidades em si mesmas inferiores, como o servilismo ou a hipocrisia, tem que convir consigo, contra vontade, que o servilismo teve que ser firme e a hipocrisia hábil para conseguirem esse fim. O que ele inveja, portanto, sem que o queira ou confesse, não é o poder conquistado, mas a firmeza, ainda que servil, e a habilidade, ainda que hipócrita, com que esse poder se conquistou.

O caso do dinheiro é inteiramente diferente. O dinheiro é, aparentemente, um fenómeno externo e ocasional, e a fortuna que aquele acumulou em anos de trabalho paciente ou inteligente, pode este igualá-la numa grande noite de roleta, num desvairamento feliz a Bolsa, num bilhete único da lotaria. Estes casos, porém, são excepções, nem os ministra a realidade senão para o fim clássico de provarem a regra. As fortunas assim feitas, rapidamente estão desfeitas: o que o vento trouxe, o vento o leva. Não assentando num acto de inteligência ou de vontade, não há inteligência que as defenda nem vontade que as possa conservar.

O facto é que as grandes fortunas, quando não sejam hereditárias são quase sempre efeito, em sua origem, de um poderoso exercício da vontade ou da inteligência, e particularmente daquela espécie prática da vontade que estabelece uni só fim e dele se não desvia, ou daquela espécie prática da inteligência que consiste na vigilância das oportunidades e no seu aproveitamento imediato. Mais tarde, sim, no desenvolvimento da fortuna, podem entrar outros elementos, mas a vontade ou inteligência original constantemente resguarda e defende o que originalmente criou.


Os milionários são, por trás do dinheiro, homens, e à parte esse dinheiro, têm as qualidades e os defeitos que tinham quando o não tinham. Se havia neles, ingenitamente, uma forte tendência filantrópica, será absurdo que se esqueçam de a realizar quando a podem realizar sem dificuldade. A dureza, a implacabilidade, que miticamente se atribuem aos grandes financeiros, são efeito, não do dinheiro, mas da luta; são comuns a eles e aos lutadores por dinheiro que nunca o alcançaram. Conheço pequenos lojistas, caixeiros de praça, donas de casa, que, em virtude da luta comum pelo dinheiro, têm a mesma dureza, a mesma implacabilidade, que o protagonista do Les affaires sont les affaires. O fundo moral é o mesmo; o que a estes falta é o golpe de vista, a inteligência penetrante, a imaginação construtiva; o que estes não atingem e a riqueza e a posição a que, com esse fundo, essas qualidades levam; o de que estes não sofrem é da visibilidade dessa posição.


In O que um milionário americano fez em Portugal-A Colónia Infantil Macfadden em S. João do Estoril

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Liderança pelo exemplo

Nunca peço nada a ninguém que eu não tenha feito ou não possa fazer. O grau de exigência que tenho com as pessoas é  idêntico ao que tenho comigo

António Horta Osório

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Empresário e empreendedor

A minha componente de empreendedor pesa mais do que a de empresário. As duas coisas bem feitas acabam por estar interligadas e por terem ambas sucesso. Normalmente um empresário não gosta nada de perder, eu também não gosto de perder, mas não há nenhum empreendedor que diz que nunca perdeu. É preciso aceitar o princípio de que se perde.
Belmiro de Azevedo

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Empresas e sociedade

A crise também contribuiu para demonstrar que dos destinos das empresas e da sociedade estão entrelaçados. O que é mau para uma empresa tem as suas consequências na sociedade e vice-versa.

Nitin Nohria, deão da Harvard Business School