quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A inovação está na gestão



Gary Hamel, um autor muito conceituado na área da gestão, refere em O Futuro da Gestão, que a inovação hoje passa cada vez mais pela gestão. Explicava que as inovações, seja operacional, de produto ou estratégica, são importantes e participam no sucesso empresarial, mas “se tivesse que ordenar estas várias formas de inovação hierarquicamente, a inovação da gestão estaria no topo”. Refere que a inovação na gestão tem o poder incomparável para criar vantagens competitivas profundas e duradouras. 
Gary Hamel dava o exemplo da Toyota mas há umexemplo português em que a inovação do modelo de negócio tem sido o alicerce do seu crescimento. É o caso da Logoplaste e que curiosamente surge como um modelo de reacção aos tempos revolucionários nas empresas portuguesas em 1974-75. Conta-se em meia dúzia de frases. Marcel de Botton era empresário na fábrica de plásticos Titan em 1974. Durante dois anos foi tentando gerir a fábrica dentro dos constrangimentos que então se impunham e que era de negociação permanente não só de questões laborais e económicas mas de todo o género. E um dia fartou-se e decidiu mudar de vida. Para o seu novo negócio definiu três premissas. Seria no sector dos plásticos, não teria fábrica no sentido normal do termo, pois só seria dono das máquinas, e não teria mais de 20 trabalhadores. Pouco depois começava a embalar os iogurtes da Gelgurte, e fez do outsourcing a sua vida empresarial com as unidades de produção integradas. Este modelo de negócio, com algumas adaptações, e uma ligação forte à tecnologia e inovação, fez da Logoplaste uma rede de 50 fábrica em vários países do Mundo sendo fornecedora da Procter & Gamble, Unilever, etc.
Há um outro exemplo que normalmente é dado como uma das histórias de marketing e inovação de produto mais interessantes da economia portuguesa. É um case-study internacional nestas áreas mas é, também, uma lição de empreendedorismo e ilustra como uma marca pode ser uma poderosa vantagem competitiva. Nos anos 40, um senhor chamado Fernando Guedes dedicava-se aos negócios de família nos vinhos, mas tinha uma ideia diferente para negócios e juntou seis sócios entre irmãos e família e criou a Sogrape e um produto chamado Mateus Rosé que já vendeu mais mil milhões de garrafas, dados de Outubro de 2008, vende cerca de 20 milhões de garrafas por ano, e é um dos vinhos mais imitados do Mundo. E o que fez o seu sucesso? A escolha das uvas na região de Vila Real, um rótulo e um nome que remetia para valores tradicionais, uma garrafa, inspirada nos cantis da Primeira Guerra, que obrigava os comerciantes a colocarem-na à frente nas prateleiras e a percepção de que o gosto dos consumidores, em que os mais jovens e mais mulheres ganhavam peso, estava a mudar. Esta inovação de produto funcionou e funciona, até porque a empresa teve o cuidado de fazer os registos de marca e a investir na propriedade intelectual, tendo  assim conseguido proteger esta sua vantagem competitiva e, ainda há três anos, ganhou em Portugal um processo legal contra uma empresa que imitava a sua garrafa para o Mateus Tempranillo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

DIXIT Cliente e a gratidão


A dívida de gratidão de um cliente é sempre de curto prazo: 24 horas como máximo!
Filipe Botton

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

DIXIT Golfe e negócios


Um saco de golfe é tão eficiente como uma mala de negócios. Depende apenas das pessoas com quem jogamos
António Neto da Silva

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Objectivos


“Os objectivos não são um destino, mas sim uma direcção. Não são uma ordem, mas sim um compromisso. Não determinam o futuro, mas canalizam recursos e energias para que o futuro se concretize numa determinada direcção”.
Peter Drucker em Management: Tasks, Responsabilities, Pratices

O empresário gosta de dinheiro


No que se refere à venda de empresas, não há um pensamento único. Se para o gestor de empresas e herdeiro de empresas, Rui Moreira, o princípio, baseado na sua própria experiência, é que «as empresas vendemse quando estão bem», há muitos empresários, de António Champalimaud a João Pereira Coutinho, que diziam que vender não está nas suas almas. Sublinhe-se, diziam que não gostavam de vender. Mas nestas coisas do universo dos negócios, a posição realista e mais pragmática (e mais característica do empresário) é a de Belmiro de Azevedo: «se houver aquela oferta que não posso recusar, é mais fácil, porque não existem grandes considerações de natureza emocional – gostar ou não gostar. Porque gostar de dinheiro, qualquer empresário gosta». E é esta a sábia conclusão que interessa até porque António Champalimaud vendeu o seu império quando chegou a hora e João Pereira Coutinho não tem deixado de vender empresas e negócios que não lhe interessam ou que lhe geram vultosas mais-valias.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A democracia organizacional



A norte-americana Traci Fenton trabalhou na área de marketing de uma das maiores empresas durante quatro meses e saiu porque não conseguia suportar o ambiente de trabalho. E lançou-se numa cruzada, que também é um negócio pois tem a consultora WorldBlu (www.worldblu.com), da democracia organizacional. 
Numa entrevista à Exame.com (www.portalexame.com.br) define a democracia organizacional como sendo um universo em que “há maior liberdade, em contraposição ao medo e controle excessivo no local de trabalho. É uma maneira de projectar as empresas para que dêem poder significativo às pessoas, ao invés de consolidar o comando tradicional, em estrutura de pirâmide, no qual o poder é privilégio do topo. Quando adoptam a democracia organizacional, as companhias são mais eficientes, lucrativas, inovadoras e capazes de atrair e reter talentos”. 
Nesta entrevista invoca ainda a experiência da brasileira Semco, que é um dos modelos mais conhecidos e respeitados da democracia organizacional, a Semco e que fez a fama do seu promotor Ricardo Semler. 
Este modelo baseia-se em dez princípios fundamentais que criam a democracia organizacional. E entre os quais estão a transparência, o diálogo e a adopção de critérios claros de contabilidade. Por outro lado no site da empresa diz-se o que o a democracia organizacional é negócio, não é política, é liderança, não é gestão, é estratégia, não é dimensão.

Organizational Democracy is:
Organizational Democracy is not:
Business
Politics
Conversations
Concensus-only
Decentralized Networks
Being Flat
Leadership
Management
Universal Ideals
American-only ideals
Strategy
Size
Knowing when to be fast AND when to be slow
Being Slow
Giving up the delusion that you're in control
Giving up control
Profits and people
Ignoring profits
Creating meaningful work
Cosmetic office parks
Being a great workplace for those who can thrive in a decentralized and dynamic environment
Being a great workplace for everyone
Making Decisions
Analyzing decision-making techniques
A quadruple bottom-line (financial, community, external environment AND internal environment)
Only a triple bottom-line
Ongoing participation in things that matter
Voting on everything































DIXIT Desemprego vs inflação


Devido à ascensão dos fundos de pensões – compostos por reformados e trabalhadores idosos - a nova prioridade económica já não é o desemprego mas sim o combate à inflação.
Peter Drucker, The Pension Fund Revolution